Sexta-feira depois do feriado. Um belo dia para não fazer nada. E lá estava eu atendendo uma cliente nova, do varejo de saúde visual. O desafio: entender para onde tinham ido todas aquelas iniciativas digitais que a empresa fez, ou seja, diagnosticar a estratégia usada até então.
Peguei umas folhas de papel e uma caneta, porque gosto de pensar com o corpo inteiro: escrevendo, comentando, desenhando. Quando comecei a explicar um tema novo para ela, a cliente pediu para esperar um pouco e pegou o caderno para anotar.
Meus olhos brilharam. Fiquei com um sorriso bobo na cara.
Vou explicar por quê.
Carol Dweck, no TED “O Poder do ‘Ainda'”, fala de dois tipos de mindset (ou modelo mental):
- Fixo: as habilidades são o que são. Quem tem talento consegue. A dificuldade é limite, é barreira. Resultado: desistir de mudar. (“Não dá certo.” “Mas você acha que isso funciona?” “Dá muito trabalho?”)
- De crescimento: habilidades se desenvolvem. A dificuldade é desafio. Resultado: persistir. (“Como a gente faz isso?” “Se funcionou para alguém, como funcionaria para nós?” “Precisamos envolver mais gente!”)
Minha cliente era do segundo tipo. Quando ela me perguntou, sorrindo, como aquilo serviria ao negócio dela, senti que o MEU tempo estava valendo. Os anos de leitura, curso e experiência valeram a pena. E senti que esse é o perfil de cliente em quem devo focar.
Agora é com você, empresário, profissional liberal, líder de departamento:
- Meu tempo está realmente valendo a pena?
- Quem estou atraindo para comprar meus produtos ou minhas ideias?
- Onde estou gastando minha energia vital?
- Em quais projetos estou colocando esses minutos preciosos de vida?
E um detalhe: ter tempo de não fazer nada também é essencial.
Tá ligado no SEU tempo? Escreve nos comentários e vamos conversar.
Tem uma decisão que anda pesando por aí? Às vezes o que falta não é resposta, é uma boa conversa com alguém de fora. Se fizer sentido, vamos conversar. Sem roteiro pronto e sem compromisso.